É muito frustrante lidar com programas que pontuam com base no dólar americano. Infelizmente é uma coisa que não deve mudar muito cedo e tem sido muito ruim para os consumidores.

Quem acompanha no instagram está vendo que estou em viagem na Austrália, porém antes dei uma passada na Nova Zelândia. E dando uma estudada nos cartões de crédito daqui percebemos que todos são atrelados à moeda local.

Mas não é só aqui, na Ásia também, os cartões são atrelados as respectivas moedas locais, assim como na Europa. 

Isso nos trouxe uma reflexão, por que no Brasil precisamos atrelar os pontos do programa de fidelidade ao dólar? E não conseguimos entender qual seria uma resposta apropriada, pois para cada argumento a favor existe um contra-argumento.

Sabendo que a maioria dos cartões transferem primordialmente para os programas nacionais, logo o justo seria conceder o ponto por real gasto e não o dólar. Seria até uma forma de compensar o deságio acumulado nas diferentes tabelas de resgates.

Vejamos uma pessoa que gasta 1 mil reais por mês no cartão popular que pontuasse 1 ponto por real estaria recebendo 12 mil pontos por ano que maximizados via bônus de 100% daria 24 mil pontos, que é suficiente para uma ida e volta promocional dentro da América do Sul. Você não acha isso justo com aqueles de menor poder aquisitivo?

Já nas condições atuais o sujeito acumula apenas 3 mil pontos no ano, que no máximo dá pra fazer um trecho super promocional dentro do Brasil, caso ele ou ela maximize suas milhas. 

Olhando de forma fria, o impacto da mudança seria mais na camada de baixo que têm poucos pontos do que na camada de cima, e caso exista alguma fintech pensando nisso, acreditamos que seria uma verdadeira vantagem perante a concorrência. 

Vamos ver se alguma pessoa iluminada lê esse artigo e trabalhe para mudar algo com relação a isso, pois aquele que der o primeiro passo certamente provocará um efeito cascata que irá beneficiar o mercado brasileiro, afinal estamos no Brasil e a moeda aqui é REAL e não dólar americano.