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Para quem acompanha no instagram viu que eu estava em Bali, e de lá fui para Singapura. Na fase de planejamento da viagem existiam diversas maneiras de realizar esse trecho, um voo de pouco menos de 2h de duração.

Pois bem, em função do valor, o equivalente a pouco mais de 200 reais já com taxas inclusas decidi ir de KLM, até porque seria feito no seu Boeing 777-300. Seria uma forma de conhecer o serviço e a cia aérea mesmo na classe econômica.

Decidi pontuar esse voo no Smiles e um dos primeiros impactos foi perceber que um cliente Smiles diamante nada é reconhecido na empresa parceira. 

Apesar de enfrentar fila normal e embarcar com o grupo 4, o atendimento foi bom. O voo começou o procedimento de embarque com 1h de atraso, mas até aí tudo bem.

A coisa começou a ficar feia no momento em que entramos no avião. Eu estava com uma mala de bordo e uma mochila e no check-in fiz questão de perguntar se poderia levar ambas a bordo, o que foi permitido de acordo com a agente de checkin e regras do bilhete.

Ao chegar no meu assento e começar a colocar a mala no bagageiro uma aeromoça se aproximou e me cumprimentou em holandês e respondi em inglês. Logo em seguida ela fez o seguinte comentário: “Nossa, quanta bagagem!”. Eu retruquei dizendo que era apenas uma mala de mão e que a mochila iria debaixo do assento da frente. Não satisfeita ela respondeu: “Mesmo assim, muita bagagem, se fosse agente de portão nem permitira seu embarque.”.

Quem me conhece sabe que sou um cliente quieto e calmo, e fiquei em silêncio para evitar conflitos à bordo. Logo em seguida entra um holandês com uma mala de bordo maior que a minha, uma mochila enorme e uma sacola verde. 

Ele ocupou todo o bagageiro como você pode verificar na foto acima e a mesma comissária foi super simpática com ele, e embora eu entenda pouco a língua holandesa deu para perceber que ela ofereceu de guardar o saco verde de proporções fora do padrão no bagageiro da tripulação. Você pode conferir abaixo o momento que ela pega o saco da mão dela e vai guardar o mesmo no armário da tripulação.

Ao testemunhar essa cena fiquei surpreso, e fiquei pensando se havia algo de errado comigo. No momento do serviço, a mesma senhora praticamente jogou a bandeja em cima de mim, o que gerou um comentário de um casal espanhol ao meu lado, o qual me perguntou se havia acontecido algo.

Durante todo o voo a funcionária foi ríspida comigo e dispensou um tratamento com falta de educação. Apesar de ser um voo curto, fiquei feliz quando as portas se abriram, e no momento de desembarque peguei minhas coisas e fui saindo quando a mesma senhora me interceptou e disse: “Obrigado por voar conosco, mas espero nunca vê-lo de novo”.

Eu simplesmente sai correndo do avião e até agora não sei se foi humor sarcástico da comissária ou se ela estava falando sério. Mas o sentimento que tive é de nunca pisar num avião da KLM de novo.

Com relação ao produto da empresa o assento foi confortável para um voo de baixa duração e refeição estava muito saborosa.

 

Mesmo para um voo longo a classe econômica tem um espaço razoável.

A tela do entretenimento de bordo como você pode ver acima também tem uma boa resolução, quantidade e qualidade de títulos.  Acima você percebe que suas pernas não ficam apertadas, eu tenho um 1,71m de altura, e me senti confortável no assento. Abaixo você pode ver o encosto de pescoço. Existe uma tomada para cada assento na classe econômica o que permite você a carregar seu eletrônico.

Abaixo você vê a foto da refeição escolhida, que mesmo num voo curto foi servido jantar à bordo com duas opções de escolha.

Mas, mesmo com esses produtos de boa qualidade, foi um voo tenso em que fiquei me policiando para não chamar atenção e acabar gerando um conflito à bordo.

Confesso que não sei o que houve e talvez a funcionária tenha me confundindo com alguém, mas isso rebaixou de forma significativa a experiência de voar KLM. Já aconteceu algo parecido com você assim?

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Eloy da Fonseca Neto é apaixonado por viagens, e utiliza dos programas de fidelidade para levar sua família ao máximo de lugares possível. Criou o Blog Mestre das Milhas ao notar a falta de informações sobre pontos e milhas no Brasil, com a intenção de auxiliar a todos para que possam realizar cada vez mais viagens, e sempre ao lado de seus entes queridos.