Temos observado inúmeras falas e reportagens de que o brasileiro judicializa qualquer disputa, mas ninguém observa os fatos como eles são na realidade. De fato nós brasileiros temos uma tendência de judicializar certas ocorrências, mas isso por falta de opções.

Falta equilíbrio e justiça na maioria dos programas de fidelidade por exemplo. O Latam Pass ficou fora do ar alguns dias, e quando o cliente ligava no call center para emitir a passagem o atendente se negava a emitir o bilhete mostrado na internet, e queria cobrar uma diferença absurda.

A Smiles tem uma excelente T.I. mas não permite cancelamento de clube online, e tem uma dificuldade imensa em reembolsar os clientes em milhas. Nesses tempos de pandemia seria uma excelente oportunidade para mostrar que seus clientes importam para a empresa.

O TudoAzul nem se fala, muda as regras do dia para noite sem qualquer aviso prévio como foi o caso da transferência da Azul para o ALL (Accor), e sempre em compras com pontos turbinados nos parceiros nunca pontua de forma correta, ou seja, só erram em desfavor do consumidor.

A TAP ultimamente está também numa linha de punição ao consumidor, ao cobrar taxa de serviço porque o seu sistema online não está funcionando, logo o consumidor é punido, pois precisa emitir a passagem, e como não funciona online é obrigado a pagar a taxa do call center.

Em cima de tudo isso ainda tem a taxa de combustível absurda e ilegal referendada pela ANAC contra a sua própria resolução de nº400.

É muito triste observar como falta respeito ao consumidor brasileiro, e depois somos obrigados a escutar CEOs de empresas reclamando da judicialização das ocorrências por brasileiros.

Sabe por que os brasileiros entram com processos judiciais senhores CEOs? Porque o serviço é mal prestado, o consumidor é desrespeitado, entre muitos outros fatores. Ou vocês acreditam que alguém vai entrar na justiça simplesmente por que ocorreu tudo certo?

Estamos caminhando para a retomada das operações e economia, com o possível surgimento de algumas cias aéreas para atuar no Brasil e esperamos que isso seja bom para o consumidor, porque só mesmo a concorrência para salvar esse mercado, uma vez que as empresas tem descartado o respeito pelos seus clientes, que deveriam ser tratados como ouro, principalmente em épocas como essa.

Quando será que teremos uma cia aérea com operação e programa de fidelidade a altura da VARIG?