Uma coisa curiosa aconteceu pela primeira vez no desembarque internacional. Fomos abordados por vendedores do Dufry tentando nos convencer a comprar algo, porém dessa vez com uma insistência maior.

Até paramos e olhamos algo, porém não tem condições para certos itens, e estávamos a sair até que uma vendedora correu até nós e praticamente nos implorou que comprássemos algo para ajudar, pois a loja estava indo muito mal.

Essa situação me chamou atenção, e sabemos que os vendedores são os menos culpados de tudo, o que nos deu até pena da menina e resolvemos comprar um perfume e chocolate, mas isso nos despertou um pensamento. Por que o Dufry está indo mal?

Ora, a loja teoricamente é duty free, correto? Então por que cobrar a mais do que em lugares com imposto nos EUA? Por exemplo um Macbook Air M1 hoje está saindo na Best Buy por 849 dólares.

Com o imposto de NY, um dos mais caros, o valor final vai ficar menos do que 950 dólares americanos. Agora vejamos o mesmo produto no Dufry não sai a menos de 1.200 dólares, o que fica até acima da cota do viajante, tanto é que somente é vendido na saída do país, e não na entrada.

O mesmo ocorre com outros eletrônicos e praticamente tudo na loja, até mesmo a caixa de bombom garoto que na Americanas você compra 3 caixas por 20 reais, lá no Dufry a caixa custa 5 dólares (30 reais), ou seja, mais do que 3 caixas e isso levando em consideração que a loja é livre de impostos.

E daí surge a pergunta: Ora, se a loja é livre de impostos por que a grande maioria dos produtos lá tem os valores maiores do que nos outros locais que incidem impostos? 

Não conseguimos achar a resposta para essa pergunta, e também, mesmo sabendo que o aeroporto é um local premium, não entendemos a disparidade tamanha de valores entre locais que cobram impostos e esse que não. 

Além disso, no fim das contas, o dólar praticado pela loja é aquele dólar “paralelo”. Como uma loja oficial livre de impostos pode cobrar um dólar com spread acima de 5% do comercial?

Então, sabemos que a culpa não são dos vendedores, que estão ali se esforçando para trabalhar e vender, mas a administração da loja precisa rever alguns conceitos se quiser vender não só para brasileiros, mas eventualmente para estrangeiros que visitem o Brasil e queiram tirar proveito do duty free.

E você? Costuma fazer compras quando chega do exterior dentro da cota de 1 mil dólares que é disponibilizado a você? Ou já parou com isso em virtude das dificuldades financeiras imposta pela loja?