Estamos recebemos muitas mensagens para comentar o caso da El Al sobre a venda de passagens, a qual não divulgamos, por algo em torno de 900 reais de São Paulo a Israel com conexão nos EUA via American Airlines.

Primeiramente é importante esclarecer que existem diferentes tipos de Bugs. Pode ser erro no câmbio (Bug da AA), pode ser erro de promoção reversa (Bug da Delta), pode ser erro no carregamento tarifário (Bug da El Al).

No caso acima era um erro grotesco tarifário que qualquer agente conseguia perceber de primeira mão, embora seja difícil para o consumidor perceber isso. Bastava você acessar a quebra tarifária pelo Expertflyer para notar o erro. 

A cia aérea no entanto podia honrar, mas tínhamos quase 99% de certeza de que isso não ocorreria. Agora devemos entrar na justiça para cobrar isso? Particularmente eu acredito que não, pois a empresa se pronunciou em menos de 24h depois e se prontificou a fornecer o reembolso agindo de boa fé.

Caso a empresa demorasse cerca de 2 dias para se pronunciar aí já seria diferente, pois assim como o consumidor tem 24h para corrigir um erro ou até mesmo cancelar uma passagem, essa regra deve valer para a empresa também.

Agora uma coisa feia e triste é ver gente acusando quem conseguiu comprar tal passagem de má fé ou querendo tirar vantagem. É preciso acabar com esse mito, porque no mundo do mercado de passagens aérea você só consegue fazer aquilo que a empresa aérea te permite.

Por outro lado, sabendo de que uma tarifa se trata de um erro, ingressar na justiça para fazer valer esse erro é algo exagerado, mas existem também bugs que são entendidos como promoções muito boas pelo consumidor. 

Já divulgamos aqui por exemplo GRU – MCO por 2.500 reais em classe executiva e 900 Reais em classe econômica e não se tratava de bug, logo se a American Airlines resolver cancelar passagens desse valor alegando ser erro já fica complicado, pois é bem possível que se tratava de uma boa promoção.

Nós acreditamos que a cia aérea deve honrar passagens condizentes com seu histórico de ofertas, por exemplo, nós divulgamos passagens para China com stop-over na Europa pela United por 1.400 Reais, um valor coerente com uma super promoção e que foi honrado pela cia aérea, mesmo ela tendo alegado que se tratou de um bug.

No caso da EL AL, a empresa nem opera no Brasil, e nunca fez nenhuma oferta agressiva desse porte e ainda envolvia uma conexão nos EUA com cia aérea parceira, o que demonstra a alta possibilidade de um erro. 

Tudo bem, ninguém é obrigado a saber quando se trata ou não de um erro ou super promoção, mas a atitude da cia aérea foi de comunicar em menos de 24h que foi um erro, e que todos serão reembolsados, lembrando que nunca houve um histórico de passagens promocional por esse valor com essa cia aérea para a rota anunciada.

Todos têm o direito de ingressar na justiça, mas nesse caso específico acreditamos ser muito difícil a chance de sucesso, embora isso possa ocorrer. E você? O que acha disso? Concorda ou discorda com o nosso entendimento?