Primeira companhia aérea a operar voos com o Boeing 787-9 Dreamliner no Brasil, a LATAM Brasil realizou neste sábado (23) o voo inaugural comercial da aeronave em rota doméstica entre São Paulo/Guarulhos e Manaus. A decolagem aconteceu às 7h55 e a aterrissagem às 10h14 (horário local). Já o primeiro voo comercial internacional está previsto para a segunda quinzena de dezembro na rota São Paulo/Guarulhos – Madri. 

A chegada de quatro aeronaves B787-9 provenientes da frota do Grupo LATAM no Chile é mais uma forte aposta da LATAM Brasil na recuperação do setor aéreo brasileiro e reforça a estratégia de eficiência da companhia.

“A ampliação da nossa frota permite aumentar ainda mais a competitividade da companhia no setor de forma sustentável e eficiente. Reassumimos recentemente a liderança do mercado doméstico brasileiro e estamos cada vez mais confiantes na retomada das viagens internacionais. Nossa missão é sempre oferecer a melhor experiência ao passageiro”, destaca Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil.

Após cumprir com êxito várias etapas de avaliação operacional, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) chancelou a companhia na quarta-feira (20) para operar o B787-9 em rotas nacionais e internacionais. Além dos voos de certificação, a LATAM Brasil também realizou os exercícios obrigatórios como parte do processo de validação exigido pelo órgão regulador.

Os testes com a aeronave e tripulação foram feitos no Centro de Manutenção de Linha (CML) da LATAM, em Guarulhos, em setembro, sob supervisão da ANAC. No exercício “Demonstração Parcial de Evacuação de Emergência” (DPEE), a ANAC estipula um tempo de 15 segundos para que os tripulantes abram 50% das portas da aeronave e suas respectivas escorregadeiras toquem o solo, simulando uma evacuação de emergência. Já na “Demonstração de Amerrissagem” (DEA), não há tempo definido para concluir o exercício, entretanto, a tripulação deve montar com a maior agilidade possível um bote (usando uma das escorregadeiras infladas no exercício anterior) para simular uma emergência com pouso na água. Em ambos os exercícios, a companhia cumpriu com todas as exigências com sucesso. Veja os detalhes neste vídeo

Eficiência na operação

O Boeing 787 Dreamliner vem somar à estratégia de eficiência operacional da companhia em três frentes: frota, pessoas e sustentabilidade. 

Na primeira, está relacionada à concentração em uma única família de aeronaves – no caso a Boeing com os modelos 767, 777 e 787 – para voos internacionais de longa distância. 

Na frente de pessoas, a eficiência do novo modelo também garante melhor aproveitamento de recursos humanos da companhia. Como consequência de ter uma frota única de wide-bodies, a LATAM poderá aproveitar 200 tripulantes técnicos e 900 de cabine do Boeing 777 para operação do 787-9 Dreamliner. Como os modelos são equivalentes, esses profissionais precisaram apenas realizar um treinamento curto e específico para concluir a capacitação. E para a manutenção, a companhia já conta com 60 mecânicos habilitados para esse modelo.

Por fim, no quesito sustentabilidade, a tecnologia avançada do 787-9 Dreamliner reduz em 25% o consumo de combustível e o nível de emissão de CO2, além de proporcionar 50% de diminuição no padrão de ruídos sonoros. 

“A LATAM tem a maior frota de aviões de fuselagem larga em toda América Latina, composta exclusivamente de aeronaves Boeing e por isso é um de nossos parceiros mais estratégicos na região e na indústria. Com a chegada do eficiente 787 às rotas internacionais, temos a oportunidade de apoiar sua jornada de estar posicionada para um futuro ainda mais sustentável e operacionalmente eficaz”, afirma Landon Loomis, vice-presidente para América Latina e Caribe e de Política Global e diretor-geral da Boeing Brasil.

Ficha técnica – Boeing 787-9 Dreamliner 

Nome: Boeing 787-9

Fabricante: Boeing

Capacidade: 300 passageiros (30 passageiros na Business, 57 na Premium Economy e 213 na Econômica).

Alcance nmi (km): 7,530 nmi (13,950 km)

Comprimento: 63 metros

Largura: 5.49 metros

Envergadura: 60 metros

Altura: 17 metros

Peso máximo de decolagem: 252.7 toneladas

Motores: Rolls-Royce Trent 1000