Atualmente todos os programas de “fidelidade” passaram a ser programas de “receita”. Algo totalmente fora do esperado, pois, a própria receita deveria vir com a fidelidade.

Exemplo clássico disto é o “Km de Vantagens” e a Multiplus, vejamos por si só:

Os parceiros menores de “Varejo” pagam um absurdo para poder distribuir estes pontos, o que, altera sumariamente o valor maior, mas, mesmo assim, vejamos, extraído do próprio RI da Multiplus:

A planilha está organizada nos 4 trimestres do ano de 2016.

O valor médio para cada 1 milhão de pontos é de R$30.094,20 no último semestre, bem próximo ao valor de R$29.990,00 cobrado pelo Ipiranga, mas, desta pontuação, vários pontos são vendidos na casa de valores de mais do dobro como para estacionamentos e restaurantes, o que, compensa com a redução no preço para Ipiranga. Ou seja, ela te “fideliza” sem gastar nada, e o melhor, faz uma fonte alternativa de recursos.

O maior fiasco já visto foi o “Km de Vantagens Prestige”, onde devemos nos questionar se o benefício será o frentista ser obrigado te dar “Bom dia” e te tratar pelo nome? Bom, pois os lotes promocionais são péssimos.

Assim como o “Concierge”, ligamos para testar ontem, dia 15/03/2017. A única recomendação dada é trocar para a Multiplus, o que mostra mais uma vez uma fonte de receita. Quando questionei alternativa, fui direcionado para procurar pelo site.

O lucro da Multiplus cada 1 milhão de pontos está entre R$7.900,00 e R$10.300,00. Do Ipiranga, também deve ser alto, e com combustível caro.

Afinal, os programas de fidelização estão cada vez mais servindo como uma fonte alternativa de lucro, em vez de uma área para realmente beneficiar as pessoas utilizando o próprio segmento.

Veremos os próximos capítulos.