A coluna TUDO GOLPE do UOL fez um excelente artigo “Comércio de milhas aéreas causa dor de cabeça a clientes durante a pandemia“, mas não para por aí. Nesse momento pode estar ocorrendo uma verdadeira bolha de milhas aéreas.

Existem muitas pessoas vendendo cursos online alegando que nesse momento é a hora de comprar pontos para estoque com intenção de venda futura por um bom preço e isso trazer um bom lucro para a pessoa. Esse tipo de conteúdo tem se proliferado pela internet.

Mas todos se esquecem que as cias aéreas estão bem quietinhas, elas que justamente costumam condenar esse tipo de ação via Abemf e outros meios publicitários, nesse momento, estão vendendo pontos sem nem querer saber do amanhã. Isso não te “diz” nada?

A dor de cabeça não se dá somente no fim, no caso de pagamento. Imagine que você resolva seguir o conselho desses diversos cursos e compre um grande estoque de pontos. Você está assumindo um risco gigante pois está considerando que a retomada do setor será à jato, o que sabemos que não será, com várias cias aéreas já aposentando aviões e cortando rotas.

Você também esquece que muitos não irão viajar tão cedo, e quando o fizerem, será melhor pagar a passagem (em função de um preço atrativo) do que procurar corretoras para comprar passagens por milhas.

Além disso, ainda tem as limitações impostas pela própria cia aérea que vem piorando cada vez mais, e já a partir da próxima semana teremos uma taxa de resgate do Latam Pass, que não será para voos em cima da hora, mas qualquer voo dentro dos próximos 90 dias, e isso tornará o valor dos pontos menor ainda.

E você ainda corre o pior risco de todos, que nós torcemos para que não aconteça, mas a probabilidade existe, que é o risco de falência da cia aérea. Parece que muitos já deram por cancelada a pandemia, e isso pode ser um erro que lhe trará muito prejuízo.

A nossa recomendação nesse cenário atual é justamente de NÃO comprar pontos, NÃO assinar clubes de milhas, e evitar transferir esses pontos do cartão. Embora divulgamos promoções de pontos, essas devem ser observadas com olhar crítico e apenas serem utilizadas por aqueles que NECESSITAM, pois existe esse público.

Agora, cada um é livre para fazer o que quiser. Nós apenas lembramos aqui que se algo acontecer a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, pois as corretoras não vão assumir esse risco e você pode perceber isso pela reportagem acima do UOL, e os cursos não vão devolver o seu dinheiro alegando que ninguém poderia prever o futuro, e é sempre assim. Foi assim com a Avianca e não será diferente com outras situações similares no futuro.