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American’s E-175s feature a two-class configuration with 12 First Class seats and 64 Main Cabin seats.

Como já era de se esperar, pois isso foi anunciado juntamente com as mudanças do AAdvantage, a American anunciou oficialmente hoje que a partir de 20 de maio de 2017 irá atualizar a sua política de upgrade para voos domésticos, quando então se usa os famosos “stickers”, aqueles certificados que você recebe 4 ao voar 12.500 milhas, caso seja GOLD ou PLATINUM, e infinito se for PLATINUM PRO, EXECUTIVE PLATINUM, ou CONCIERGE KEY. O anúncio oficial pode ser lido clicando aqui.

A partir do dia 20 de maio, a prioridade de desempate dos passageiros com a mesma categoria elite se dará no EQD (Gasto) nos últimos 12 meses. Além disso, os membros EXECUTIVE PLATINUM E CONCIERGE KEY terão direito a upgrade em passagens prêmio doméstica, mas isso é irrelevante, já que quem é EXP ou CK raramente utiliza milhas para voar dentro dos EUA, pois é um desperdício, e eles sabem disso.

Mas vamos ao que interessa, isso é bom, ou é ruim? Na opinião do Blog é ruim somente para a cia aérea, e as mudanças serão muito poucas, e irrelevantes. A política de upgrade continua em primeira plano baseada na categoria elite, e a questão de desempate, que antes era baseada no tempo da solicitação que passará a ser no gasto dos últimos 12 meses é um tiro no pé da própria cia aérea, pois como eles vão passar isso para o público? Vão alegar que ao gastar mais você terá mais chances de upgrade, o que é uma falácia, pois você pode gastar mais, e não ser CK, que não tem uma qualificação pública, e é somente para convidados da cia aérea.

Com o exposto acima, independente do seu gasto, você sempre ficará atrás de um passageiro que pode não gastar nada, e por convite ser CK, e sempre ter prioridade acima daquele que gasta muito com a cia aérea. Também foi observado que nos fóruns americanos muitos que compram passagem de última hora estavam comemorando, e sinceramente não sei o que, já que a janela de upgrade doméstico começa em 5 dias, a pessoa que compra passagem no 4º dia pode perder o upgrade, mesmo gastando muito, por esse já ter sido liberado, e não se enganem, os upgrades domésticos são diferentes do SWU, e liberados logo, pois se alguém não comprou Primeira Classe até o 4º dia do voo, é um risco não liberar e perder de vender mais assentos na econômica, que são justamente altamente vendidos no último minuto.

Agora vamos analisar a questão dos SWUs, que para nível de Brasil dificilmente haverá alteração, já que ultimamente todos estão tendo seus upgrades liberados no gate, primeiro porque a classe executiva está num valor absurdo nunca visto antes, e segundo, porque obviamente os voos estão vazios, sendo preenchidos na maioria das vezes por funcionários, ou seja, para o Brasileiro, essas mudanças são irrelevantes, podendo afetar pontualmente alguém que viaja mais em um ponto ou outro, mas não na experiência de viagem como um todo.

Agora, isso tudo fica feio para a cia aérea, porque isso só mostra que a mesma está interessada em que você “gaste” com ela, mas antes de continuar, pare um pouco e pense, é gastar, e não utilizar, ora veja, se você compra uma passagem de Primeira Classe de 30 mil dólares de São Paulo para Hong Kong ou Sydney irá se tornar EXECUTIVE PLATINUM com uma quantidade de EQD que irá lhe colocar em primeiro lugar nas filas com certeza, e é esse tipo de cliente que a American está interessada, e não nos demais que por vezes viajam mais de uma vez por mês, porém que não gastam mais de 30 mil dólares por ano, ou nem chegam perto disso.

Então a empresa não quer mais lealdade, e sim gasto, e gasto alto, independente se você viaja muito ou nada, e isso é muito triste para uma entidade empresarial que tinha o seu programa de fidelidade como o melhor do mundo. O Blog pode estar enganado, mas são práticas como essa que mais afastam do que agregam, e só a empresa sairá perdendo, até porque muita gente nem está preocupada mais com essas mudanças, pois já abandonou a American há muito tempo, e como diz o nosso visionário Dr.Luiz Danna, upgrades não são benefícios, ou direitos, mas sim sobras, logo querer deixar as sobrar para o viajante não frequente, mas que gastou um pouco mais, pode não só afastar aquele que dá o seu suporte para a cia aérea, mas deixar de ganhar também aquele que gastou um pouco mais, pois esse é um viajante raro. Porém a escolha é da empresa, e ela segue o caminho que quiser. E você? O que achou dessas mudanças? Aprova ou Desaprova? Você acha que irá afetar você?

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Eloy da Fonseca Neto é Advogado, Blogueiro, e Consultor de Viagens. Tem um volume de viagens em torno de 500 mil milhas por ano, e após ter viajado por mais de 50 países divulga no Blog Mestre das Milhas a arte e o potencial de maximizar os ganhos com os diferentes programas de Fidelidade. É conhecido internacionalmente como  Líder em assuntos estratégicos sobre programas de milhagem! Já figurou em diversas reportagens na mídia brasileira e americana. Entre em contato através do email [email protected]